Nas minhas minhas vivências atuais de autoconhecimento eu não sangrava, ou melhor, eu não sofria. Haviam desconfortos, porém eu lidava bem com eles, acredito que por conta da tamanha sede de querer mergulhar internamente, mais eu me sentia contente e grata por conhecer um novo mundo em mim, mesmo que por vezes sombrio e doloroso. [sou muito de ver o copo meio cheio]
Sempre foi assim? Não. Não mesmo.
Eu já vivi a negação, o “tô nem aí”, a intolerância. E por viver no automático não me aprofundava, ficava na superfície e já achava que sabia muito sobre mim [mal sabia o tanto que viria] e estava tudo bem [e tá tudo bem! Tudo no seu tempo, né?!].
Essa intolerância me manteve distante de experiências e saberes necessários para essa caminhada. Já tive tanto preconceito... E que bom que nos capotamentos da vida, alguns deles caíram.
Eu tive várias oportunidades de aprender através da minha própria história, dos meus padrões, porém eu sempre estava lá, resistindo. E o que acontecia? Repetições e sofrimento.
Eu, fugindo inconscientemente de mim, cuidava do outro. Foi a resistência em me autoconhecer que, na dor do outro, eu adoeci. E, na busca por mim, me permiti vivenciar outros mundos de coração aberto e mente flexível.
Descobri que não é sobre acreditar em tudo o que dizem, muito menos só naquilo que acredito. É sobre ir além do que creio e perceber meu coração ressoando com conhecimentos que me auxiliam nesta jornada.
Autoconhecimento não é sobre conhecer a si. É muito, muito, muito além! E respeito com aquilo que desconheço e jamais conhecerei.
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