segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Sorte ou Azar?


Em um reino muito distante, a vida estava muito difícil, o povo extremamente pobre estava insatisfeito e a revolução parecia que ia eclodir. Os ministros do rei, então sugeriram que se presenteasse um dos pobres através de um sorteio entre os camponeses com um lindo cavalo árabe.
O ganhador seria o único possuidor de um cavalo entre os "descamisados". Talvez assim se distraíssem e parassem de pensar em democracia , fim de monarquia, essas bobagens. Assim foi pensado e assim foi feito.
O ganhador do belíssimo cavalo árabe revelou-se um sábio.
Seus vizinhos vieram parabenizá-lo pelo prêmio e diziam:
- Com um cavalo terá ajuda no plantio e na colheita, além de transporte para a vila. Que sorte!.
E o sábio respondeu: - Depende.

Passados alguns dias o cavalo fugiu.
- Poxa ! Logo agora que você já estava acostumado com a ajuda ! Que azar !.
- Depende - disse o sábio camponês.

Passaram mais alguns dias e o cavalo voltou, acompanhado de uma belíssima égua selvagem. E os vizinhos:
- Você é incrível mesmo, AGORA TEM DOIS CAVALOS ! Que sorte !
- Depende - respondeu o vizinho.


Seu filho mais velho resolveu domar a extraordinária égua. Caiu e fraturou a perna.
- Que azar ! Comentou a vizinhança.
- Maldita hora em que você ganhou esse cavalo namorador!
- Depende - respondeu mais uma vez o sábio.

Uma semana depois o rei declarou guerra ao poderoso reino vizinho e todos os jovens foram convocados para lutar por essa guerra perdida. Nenhum deles voltou.
O jovem filho foi dispensado por estar com a perna quebrada. E os vizinhos:
- Que sorte a sua ! Bendita a hora em que a égua derrubou o seu filho!
E o sábio: - Depende...

É . Essa história não tem fim.
Depende.

SORTE OU AZAR ? Depende da perspectiva e do tempo.

Tudo na vida é relativo!

sexta-feira, 15 de maio de 2020

O não dito dentro do dito

Escrevo, apago, reescrevo. Busco as melhores palavras. Reedito a explicação.
Publico. 
Dentro do dito está o não dito, o seu entendimento, os valores, as experiências,
os conhecimentos e os vocabulários de cada um. A minha responsabilidade com
os gatilhos que podem despertar em você. E a sua responsabilidade em filtrar,
olhar pra parte que lhe cabe e dialogar com o desconhecido e, principalmente,
com aquilo que gera mal estar. 
Dentro do não dito estão meus medos, as minhas incompreensões, a minha
ignorância, preconceito, a falta de consciência, de empatia, de conhecimento,
de habilidade e questões que ainda não me dei conta.
Dentro do dito também há ignorância, um recorte de uma explicação maior,
falta de conhecimento, de empatia, de um olhar que ainda não adquiri. Há,
principalmente, o meu processo terapêutico, os registros de meus estudos
e dos meus atendimentos.
Dentro do dito e do não dito sempre há uma certa inclusão e exclusão.
De gênero, idade, classe social, etnia, etc. Esse mundo ainda dual [leia-se
a mente humana atual] é muito segregador. linear que faz com que, por
exemplo, um discurso universalista seja criticado por “não contemplar” pessoa
de uma cor x, de classe social y, escolaridade b que mora em tal local.
Porque, na verdade, a premissa básica ainda não foi internalizada: somos todos
semelhantes, somos um só com o Todo. Acabamos querendo unir forças para
quebrar um sistema de opressão, de preconceito, de violência, de sofrimento e
ficamos presos nesse ciclo, na roda de Samsara, de nossos próprios sistemas de
crenças e familiares, bem como dos sistemas de governo, de sociedade, de
economia, de gênero… e, muitas vezes, a linha tênue entre denunciar uma
violação, defender uma causa, fazer o bem e não julgar, não ocorre.
Normalmente o julgamento não é sobre a situação e sim sobre a pessoa, havendo
ou não repetições de danos, o julgamento alimenta e nos mantém nessa roda. 
Não estamos aqui para isso e é o que mais fazemos, ego, ego, ego. Estamos
aqui para usufruir de maneira sábia no que mais nos difere das demais espécies:
a consciência de nós mesmos, do divino, de nossas ações e emoções. E, a partir
dessa autoconsciência, trabalhar as problemáticas que nos habitam, praticar o
bem [denunciando as injustiças, apresentando soluções, começando diálogos
que despertam, encontrando a própria maneira de praticar o bem, de preferência,
em forma de ação], começando em/por nós mesmos, sendo buscadores da verdade
interna, exemplos de bondade, caridade e perdão. 
Então, entre o caminhar do dito, do não dito, do lido, do entendido e do não entendido,
fica um questionamento: o que você faz com o que aprende? O que você faz com o que
sabe sobre si? O que eu pretendo publicar é uma proposta para o olhar interior, mesmo
numa simples dica, num relato pessoal ou num estudo apresentado. Busque um olhar
com responsabilidade e respeito por si. Afinal, “tudo podemos, mas nem tudo nos convém”.
O necessário se mostrará presente,ressoará com você, basta que o olhar interno esteja
atento, tudo ao seu tempo! 

Façamos uma revolução em nós mesmos!

domingo, 2 de fevereiro de 2020

Um sopro de solitude.



Por vezes o sentimento de estar sozinha nessa jornada é vassalador. Mesmo sabendo que não se está. Porque nunca estamos sós. O corpo físico reverbera esse desejo de alma.

A imersão nas águas das emoções traz medos que estão guardados.

Estou de mudanças, novamente.
Cheguei numa nova zona de conforto.. na qual ontem era o meu estado de mudança. Agora ela me pede que eu saia. É um convite para vivenciar o eu que tanto venho desejando. E precisando. É um ancoramento daquilo que aprendi, pratiquei.

Eu sinto e mergulho nessa sensação para escutá-la, pois ela me guia. 

Paro. Medito. Choro. Vivencio. Excedo. Reequilibro.

Agradeço. Peço perdão. Soluço. Solto. Abraço o que vir.

A mensagem que recebo é poderosa e clara. Uma peça fundamental de um quebra-cabeça que venho montando, vivenciando. 

Eu nunca estou só. Ponho todas as minhas dores nos pés de minha mãezinha, canto:

"Ilumina minha Mãe esse medo por favor
Me mostra a liberdade de viver no seu amor
Me leva às profundezas das minhas emoções
Para eu ver com clareza inconscientes negações
Que me deixam dormindo em distorcido prazer
Seguindo distraído tão distante de você
Como voz eu quero ser, como a lua a clarear
Refletindo a luz do sol para a noite iluminar
Rumo ao oceano nas suas águas brincar
Na beleza apreciando para a vida celebrar
Ilumina ó minha mãe esse medo por favor
Me mostra a liberdade de viver no seu amor
Me leva às profundezas das minhas emoções
Para eu ver com clareza inconscientes negações
Que me deixam dormindo em distorcido prazer
Seguindo distraído tão distante de você
Como Vós eu quero ser como a lua clarear
Refletindo a luz do sol para a noite iluminar
Rumo ao oceano na suas águas brincar
Só beleza apreciando para a vida celebrar"

E sinto seu manto a me proteger.

Flor de Hibiscus - popularmente conhecida em algumas regiões como Papoula. Para mim, a flor da minha vó. ❤️
Imagem: Internet.



Mãe,




Mãe, nunca pensa duas vezes ao olhar no meu rosto e sorrir pra mim
Mãe, que me leva nos braços e que me põe nos laços de um amor sem fim
Mãe, que me conta uma história agora e na memória de um filho feliz
Mãe, que deseja que o filho seja tudo o que ele sempre quis
Mãe, que me faz um carinho, que me deixa sozinho se eu precisar, mas fica ali no cantinho, de olho nas pedras pra eu não tropeçar
Mãe, me ensina a viver
Mãe, tão contente de ser, luz, vida, amor
Mãe, que quer me ver crescer, sem deixar de resolver os meus problemas
Mãe, eu amo você!
Mãe, que me quer ter criança pro resto da vida, sempre que me vê
Mãe, que coloca esperança no meu coração quando eu me abater
Mãe, que adoça a minha vida com um açúcar que ela só sabe fazer
Adoça bem dentro d'alma, penetra no peito e me faz renascer
Mãe, em algum lugar eu vou encontrar tudo o que você merecer.
Mãe, eu vou achar, pode demorar, mas um dia você vai ver
Mãe, um tesouro, um tesouro meu
Mãe, um tesouro, um tesouro meu


Mãe, em algum lugar eu vou encontrar tudo o que você merecer.
Mãe, eu vou achar, pode demorar, mas um dia você vai ver
Mãe, um tesouro, um tesouro meu
Mãe, um tesouro, um tesouro meu

Rica Silva

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020




Em vários momentos pensei em retomar a escrita. Um desejo no campo das ideias. Não queria que fosse exatamente como antes.

Por muitos anos escrevi num blog como minha válvula de escape, minhas solitude e solidão materializadas. Uma coletânea de descobertas! Gostaria que o retorno fosse com algo tão significante ou mais.

Voltei a escrever em 2019, não para o blog e mais voltado para minha nova jornada, a de terapeuta holística. Venho aprendendo muito com esse mundo! E estudado também. Por isso, utilizarei deste para postagens mais longas, assuntos mais amplos e experiências próprias sobre autoconhecimento. Uma forma de organizar, sistematizar e firmar meus novos saberes.

Espero, além disso, poder auxiliar quem está nessa caminhada pela busca de si, que possamos viver a nossa melhor versão e, consequentemente, tornar o mundo um "cadin" melhor!

Façamos uma revolução em nós mesmos!

Gabriela Sobreira